::: Gordura trans – A nova vilã da dieta

As gorduras trans têm sido mais estudadas recentemente devido aos efeitos prejudiciais à saúde. A gordura satura, até há pouco tempo, era apontada como a pior delas. Porém, estudos recentes apontam que a gordura trans pode ter efeitos ainda piores.

Algumas gorduras apresentam componentes essenciais para a nossa dieta. Para exemplificar isso, a base de alguns hormônios essenciais para o nosso organismo é o colesterol. Porém, tanto as gorduras saturadas como as gorduras trans podem aumentar os níveis do colesterol além do desejado, podendo ocasionar sérios riscos à saúde.

A gordura trans é obtida através de um processo químico chamado hidrogenação, principalmente, dos óleos e vegetais e este se solidifica. Isto pode conferir mais sabor aos alimentos, assim como melhorar a consistência ou, até mesmo, a durabilidade destes. Ela (gordura trans) pode ser encontrada nos bolos e tortas industrializados, nas bolachas, nos salgadinhos de pacote, na batatinha frita (fast-food), pipocas de microondas, margarina, principalmente, a vendida em forma de tablete etc.

Podemos citar como efeitos desde tipo de gordura o aumento de “colesterol ruim” (LDL, que leva a gordura para o depósito nas aterias). Além disso, este efeito pode ser ainda pior devido à diminuição do bom colesterol (HDL), que é aquele que remove a gordura das artérias.

Estas alterações podem levar o indivíduo a pertencer ao grupo de risco para doenças cardiovasculares, que é o grupo da dislipidemia (aumento do nível de gordura no sangue), elevando a chance de doenças como o infarto agudo do miocárdio, derrame cerebral (AVC), morte súbita e outras decorrentes do processo de aterosclerose.

O limite diário para o consumo de lipídios saturados e trans (juntos) é de 10% do valor calórico total da dieta, devendo ser constituída de 10% de lipídios poliinsaturados e 10% de monoinsaturados, perfazendo um limite total de 30%, não devendo exceder 20g (trans + saturada). Nos pacientes com problemas cardíacos, a dieta deve ser ainda mais pobre em lipídios, pois a meta para a redução dos valores do colesterol tem que ser mais rigorosa.

A American Heart Association e a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) recomendam evitar as gorduras trans e as saturadas (principalmente a animal), dando preferência às poliinsaturadas e às monoinsaturadas. Como exemplos de gorduras benéficas ao organismo, em quantidades recomendáveis, podemos citar o azeite de oliva e o óleo de cânola.