::: Por que Síndrome Metabólica?

Antes de começar a entender a Síndrome Metabólica, é preciso definí-la. Síndrome: o que significa esta palavra? Metabolismo – o que vem a ser isto? Aos profissionais da saúde essa terminologia é conhecida, mas para aquele que está sentado em uma sala de espera folheando esta revista precisa aprender o significado destes termos e o que eles representam. A síndrome compreende um conjunto de sinais e sintomas de uma determinada doença ou de um grupo de doenças.

O metabolismo é o conjunto de transformações físicas, químicas e biológicas que as substâncias introduzidas em nosso organismo sofrem ou nele se formam. Assim os alimentos se transformam em carboidratos (glicose), lipídios (compostos principalmente, por colesterol, HDL – Colesterol “bom”, LDL- colesterol “ruim”, e triglicérides) e as proteínas.

A Síndrome Metabólica é denominada pela presença de alguns aspectos clínicos que conhecemos há um determinado tempo:

» Glicemia de jejum acima de 126 mg, em duas medidas consecutivas;
» Presença de pressão arterial acima de 135/85 mmHg;
» HDL- Colesterol abaixo de 40mg para o homem e abaixo de 50mg para a mulher;
» Triglicérides acima de 150mg;
» Medida da circunferência abdominal acima de 102 cm para o homem e de 88 cm para a mulher.

Apresentando-se com três desses itens, considera-se este um portador da Síndrome Metabólica

A importância da Síndrome Metabólica é que é uma precursora de eventos cardio-vasculares, tais como: morte súbita, infarto agudo do miocárdio, angina, insuficiência cardíaca, acidentes vasculares encefálicos e insuficiência renal crônica. Ao indivíduo portador da Síndrome Metabólica, para impedir a progressão dos distúrbios nela contidos, necessita-se como medida básica da prática diária de exercícios e de uma dieta orientada pelo médico e nutricionista, além dos medicamentos quando necessários.